Casa do Corujinha | Unidos somos mais fortes!
    • Missão, Visão e Valores
    • Fundadora
    • Publicações
    • LocalizaçãoLocalização
    • Linktree
    • 👕Loja
    • 🧠NeuroPlay
    • Corujinha Azul
    • Social Corujinha
    • ECOrujinha
    • Seja voluntário
  • Transparência
  • Contat️o
DOE
APADRINHE
VOLUNTARIE-SE
Uma história atípica

Georgia Gonçalves nasceu em 1981, em uma época marcada por desafios e profundas desigualdades sociais. Sua infância foi atravessada por dor, ausência e sucessivas experiências de superação. Filha de uma mulher forte, porém vítima de violência doméstica e de uma trajetória marcada por abusos, álcool e drogas, cresceu cercada por instabilidade e sofrimento. Seu pai, por sua vez, também carregava feridas profundas — rejeitado dentro da própria família, conheceu a rua antes da juventude, dormindo em praças até conquistar seu primeiro emprego. Trabalhador e sonhador, ele e a mãe de Georgia decidiram romper o ciclo de dor e construir uma nova história, pautada em amor, esperança e família.

Dra. Georgia Gonçalves

O sonho, contudo, foi interrompido tragicamente quando o pai de Georgia foi assassinado durante uma viagem de trabalho. A perda devastadora mergulhou sua mãe em um ciclo de dor e dependência emocional, que culminou em violência doméstica. Após anos de agressões, ela foi morta pelo companheiro. Apesar do fim trágico, a força e o amor dessa mulher permaneceram como o combustível que guiaria a missão de vida da filha.

Crescendo nesse cenário adverso, Georgia apresentou um desenvolvimento atípico. Apesar de um vocabulário avançado, vivia longos períodos de mutismo seletivo fora de casa e enfrentava disfunções sensoriais intensas — crises de febre e náuseas ao sair de casa, sintomas que ninguém compreendia. Em certo momento, ouviu de uma psicóloga que “não tinha jeito”. A previsão se mostrou equivocada: foi em um projeto social, o Circo Escola, que Georgia encontrou acolhimento, propósito e pertencimento. O trapézio tornou-se sua forma de expressão e o símbolo de sua superação. A arte, a confiança e o afeto mudaram o rumo de sua história.

Durante toda a infância e adolescência, Georgia estudou em escolas públicas, um ambiente que, apesar de representar o acesso à educação, mostrou-se repleto de barreiras. Essa experiência marcou sua trajetória e despertou nela o desejo de transformar a educação em um espaço verdadeiramente inclusivo.

Mesmo tendo perdido a visão do olho direito aos três anos de idade, jamais perdeu o olhar de esperança sobre a vida. Um médico que acompanhava sua família acreditou em seu potencial e a convidou para atuar na área da saúde. E o “sim” que deu a esse convite foi o ponto de virada de sua trajetória. Iniciou como agente comunitária, tornou-se técnica e, posteriormente, enfermeira, atuando por 16 anos no Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse período, descobriu sua verdadeira vocação: cuidar de pessoas.

Decidida a aprofundar seus conhecimentos, Georgia voltou a estudar — algo que por muito tempo acreditou ser impossível. É enfermeira, licenciada em Educação Física e graduanda em Psicologia, com pós-graduações em Neurociência do Desenvolvimento, Análise do Comportamento e Psicomotricidade, além de formação como Enfermeira de Pilates. Em 2025, conclui as especializações em Neuropsicologia e Musicoterapia. Mais do que títulos, carrega uma trajetória de ressignificação e propósito.

Como mulher autista e mãe atípica de cinco filhos, sendo dois autistas, Georgia transformou sua vivência em instrumento de compreensão e acolhimento. A experiência pessoal com a neurodivergência a levou a unir ciência e empatia em uma missão social.

Em 2014, fundou a Casa do Corujinha, um projeto social localizado na periferia de São Paulo — o mesmo tipo de espaço que um dia salvou sua própria vida. A instituição acolhe crianças neurodivergentes e suas famílias, oferecendo terapias, formação, apoio e pertencimento. O trabalho é guiado pela Tríplice Aliança (Clínica – Família – Escola), um modelo que integra ciência, empatia e comunidade, promovendo oportunidades reais de desenvolvimento humano.

A trajetória de Georgia Gonçalves não é sobre conquistas individuais, mas sobre transformar a dor em missão coletiva. A Casa do Corujinha é o reflexo vivo de tudo o que ela viveu, perdeu e aprendeu. É o espaço onde uma história marcada pela violência se converteu em fonte de vida, amor e inclusão.

Georgia Gonçalves é autista, mãe atípica, enfermeira, educadora e neurocientista do desenvolvimento. Sua vida é um testemunho de que nenhuma história difícil é capaz de impedir o florescimento quando há acolhimento, ciência e propósito.

  • georgiagoncalves.oficial

Siga no instagram
@georgiagoncalves.oficial

Desde 2014

Instituto Cultural Casa do Corujinha
CNPJ: 30.000.682/0001-01

Estrada do Alvarenga, 38
Cep. 04462-000 – São Paulo – SP

Registro

Siga o Corujinha

  • LinkedIn
  • Facebook
  • Instagram
  • Google
  • WhatsApp
POLÍTICA DE PRIVACIDADE
TERMOS DE USO
PROTEÇÃO E USO DE DADOS
DOE
APADRINHE
VOLUNTARIE-SE

“O Senhor enviará bênçãos aos seus celeiros e a tudo o que as suas mãos fizerem. O Senhor, o seu Deus, os abençoará na terra que lhes dá.”
Deuteronômio 28:8

©2025-Todos os direitos reservados
Instituto Cultural Casa do Corujinha

 

Carregando comentários...