
DRA. GEORGIA GONÇALVES
Uma história atípica
Da vulnerabilidade ao cuidado. Do acolhimento à ciência. Da própria história a uma missão coletiva.
Uma trajetória construída entre desafios, educação pública, saúde, neurodesenvolvimento e o compromisso de criar oportunidades para crianças e famílias.
ORIGEM
Uma história que começou muito antes da Casa do Corujinha
Georgia Gonçalves nasceu em 1981 e cresceu em um contexto atravessado por desigualdades, perdas e experiências familiares complexas. Ainda na infância, conheceu de perto situações de vulnerabilidade que deixariam marcas profundas em sua compreensão sobre cuidado, família e pertencimento.
Seu pai foi assassinado durante uma viagem de trabalho. Anos depois, sua mãe também morreu em decorrência da violência praticada pelo companheiro. A história familiar, porém, não seria definida apenas pelas perdas, mas também pelo esforço de romper ciclos e construir outros caminhos.

PERTENCIMENTO
Quando alguém acredita, uma trajetória pode mudar
Na infância, Georgia apresentava um desenvolvimento atípico. Apesar do vocabulário avançado, vivia longos períodos de mutismo fora de casa e enfrentava importantes dificuldades sensoriais. Em um período em que pouco se compreendia sobre essas manifestações, chegou a ouvir que “não tinha jeito”.
Foi em um projeto social, o Circo Escola, que encontrou espaço para experimentar pertencimento, confiança e expressão. O trapézio tornou-se uma linguagem possível. A experiência de ser acolhida mudaria também a forma como, muitos anos depois, escolheria acolher outras crianças.
UMA TRAJETÓRIA EM CONSTRUÇÃO
Do cuidado recebido ao cuidado oferecido
01
Educação pública
Georgia estudou durante a infância e adolescência em escolas públicas. As barreiras que encontrou nesse percurso contribuíram para formar seu olhar sobre educação e inclusão.
02
Saúde pública
Um convite para trabalhar na área da saúde abriu uma nova possibilidade. Iniciou como agente comunitária, tornou-se técnica e posteriormente enfermeira, construindo uma trajetória de 16 anos no SUS.
03
Ciência e formação
A experiência profissional despertou o desejo de compreender com maior profundidade o desenvolvimento humano, o comportamento, a aprendizagem e as possibilidades de intervenção.
FORMAÇÃO PROFISSIONAL
Estudar também se tornou parte da missão
Georgia construiu uma formação interdisciplinar voltada ao cuidado e ao desenvolvimento humano. É enfermeira, licenciada em Educação Física e graduanda em Psicologia, com formação e especializações nas áreas de Neurociência do Desenvolvimento, Análise do Comportamento, Psicomotricidade, Neuropsicologia e Musicoterapia.
Neurodesenvolvimento
Análise do Comportamento
Psicomotricidade
Neuropsicologia
EXPERIÊNCIA E NEURODIVERGÊNCIA
Ciência que também atravessa a própria história
Como mulher autista e mãe atípica de cinco filhos, Georgia encontrou na própria experiência familiar novas perguntas sobre desenvolvimento, aprendizagem, comunicação, comportamento e participação social.
A vivência não substituiu a ciência. Tornou-se uma razão adicional para buscá-la.

2014 • CASA DO CORUJINHA
Transformar experiência em missão coletiva
Em 2014, Georgia fundou a Casa do Corujinha, projeto social localizado na periferia de São Paulo e dedicado ao acolhimento de crianças neurodivergentes e suas famílias.
A instituição integra cuidado clínico, família, escola e comunidade, buscando construir oportunidades concretas de desenvolvimento, inclusão, autonomia e pertencimento.
Uma história não precisa terminar no lugar onde começou.
A trajetória de Georgia Gonçalves é atravessada por perdas, educação pública, projetos sociais, saúde, maternidade, neurodivergência e estudo. Elementos que hoje se encontram em um mesmo propósito: criar espaços em que outras crianças possam encontrar apoio, ciência e oportunidades para construir a própria história.
Acolhimento. Ciência. Propósito.

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